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sexta-feira, 15 de março de 2013

ESCAVAÇÃO FERROVIÁRIA ENCONTRA 13 CORPOS EM VALA COMUM COMUM MEDIEVAL

 

Vítimas podem ter sido mortas pela Peste Negra no século 14.
Doença transmitida por pulga de rato teria dizimado até 1/3 da Europa.

 

Vala comum de corpos da Idade Média foi encontrada em escavação de túnel em Londres (Foto: Crossrail/AFP)Vala comum de corpos da Idade Média foi achada em escavação de túnel em Londres (Foto: Crossrail/AFP)
 
Funcionários de um projeto ferroviário no centro de Londres encontraram 13 corpos de pessoas que teriam sido vítimas da Peste Negra no século 14. A doença, transmitida pela pulga de ratos, pode ter dizimado até um terço da Europa na Idade Média. Até hoje, a pandemia é considerada a mais cruel e destrutiva da história humana.

A descoberta dos esqueletos em uma vala comum foi feita pelo projeto bilionário Crossrail durante a escavação de um túnel sob a Praça Charterhouse.
Segundo informações do site do jornal britânico "Daily Mail", as ossadas estavam a quase 2,5 metros entre as estações de trem Farringdon e Barbican, duas das áreas mais movimentadas da capital inglesa.
E os corpos de homens e mulheres não foram simplesmente jogados nas valas, mas colocados lado a lado em fileiras uniformes, com as mãos cruzadas sobre o tronco.
Agora, arqueólogos (vistos nas fotos) trabalham no local. O principal especialista, Jay Carver, disse que essa é uma obra muito significativa e que ainda há muitas perguntas a responder. Primeiro, serão feitas análises de DNA para identificar a causa da morte dessas pessoas, qual a idade delas na época e quem elas foram.
Quando os exames forem concluídos, os esqueletos devem ser enterrados no próprio sítio arqueológico ou em um cemitério.

Arqueólogo faz medições de esqueleto encontrado no centro de Londres (Foto: Crossrail/AFP)
 
Arqueólogo analisa esqueletos desenterrados por projeto ferroviário na capital inglesa (Foto: Crossrail/AFP)
 
 
Arqueólogo faz medições de esqueleto encontrado no centro de Londres (Foto: Crossrail/AFP)Especialista faz medições de ossada encontrada sob praça no centro de Londres (Foto: Crossrail/AFP)

Ciclista que teve braço amputado diz que gostaria de perdoar atropelador

Jovem teve braço decepado em acidente na Av. Paulista, no domingo (10).
Motorista está detido em unidade prisional em Pinheiros.

 

A família do jovem David Souza dos Santos, ciclista atropelado em São Paulo e que teve o braço amputado em acidente no domingo (10), gravou um vídeo exclusivo para o SPTV.

Nele, o rapaz faz uma revelação: quer perdoar o atropelador e deseja que outras pessoas não sofram a mesma violência.

O ciclista continua internado no Hospital das Clínicas. Veja abaixo a íntegra da declaração:
 
"Eu gostaria de agradecer ao Tralli por estar divulgando essa minha fase. Graças a Deus eu estou me recuperando bem hoje e com muita fé das pessoas que estão me apoiando do lado de fora, os ciclistas que estão fazendo protesto, passeata, e os meus familiares que estão fazendo um bem tão grande para mim que, estou sentido vibrações tão boas que estão me fazendo me recuperar melhor. O Dr. Ademar, que está cuidando do caso, e muitas pessoas que estão apoiando por mim fora do hospital. Dr. Paulo Ademar Gomes que está me apoiando nessa área de advocacia. O Dr. Paulo e a sua equipe médica que estão me ajudando com os meus problemas por causa do meu braço. Meu físico está todo machucado. E gostaria de perdoar o cara que fez isso comigo, que gostaria que nada disso acontecesse comigo nem com outras pessoas. E um abraço bem forte pra todos."

Consumo de álcool
O estudante Alex Siwek foi preso pelo atropelamento. Imagens de uma câmera de segurança mostram que ele chegou, por volta da 1h30 de domingo (10), a uma casa noturna no Itaim Bibi, na Zona Sul de São Paulo. No vídeo, ele espera na fila para entrar e pega uma comanda. Quatro horas depois, está registrado o pagamento de três doses de vodka e um energético. Por volta das 5h30 ele sai, atravessa a rua e vai embora.Depois de deixar o lugar, Alex atropelou David Santos Souza, que pedalava na Avenida Paulista a caminho do trabalho.
 
O exame clínico apontou sinais de embriaguez no motorista, mas concluiu que ele não estava embriagdo. A policia quer saber se o fato de o exame ter sido feito seis horas depois do atropelamento influenciou o resultado.
No último domingo, Paoletti disse que estudante ficou atordoado na hora do acidente e, em um primeiro momento, não viu o braço no carro. Em choque, ainda de acordo com advogado, ele acabou jogando o braço em um córrego na Avenida Ricardo Jafet, na Zona Sul da capital paulista.
Na terça-feira (12), o ciclista disse à polícia que trafegava na contramão da ciclofaixa no momento do acidente. Ele buscou a ciclofaixa, que já estava separada da pista dos veículos por cones, por se sentir mais seguro.

O jovem relatou que foi atingido de frente pelo veículo de Alex e que chegou a ver o carro vindo em sua direção, em alta velocidade. Questionado sobre as circunstâncias da colisão, o delegado não soube explicar como o ciclista foi atingido.
Investigações
Antes de concluir o inquérito, a polícia aguarda os resultados das perícias feitas no local do acidente, no carro de Alex e no Córrego Ipiranga, local onde o braço foi jogado na Avenida Doutor Ricardo Jafet. Segundo o delegado Martins, 13 pessoas já foram ouvidas, entre testemunhas e envolvidos no caso.
A polícia busca imagens de câmeras de segurança do local do acidente e do ponto onde o braço foi jogado. Até agora, a polícia tem apenas imagens de uma câmera da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) que mostram uma viatura de resgate passando às 6h06 de domingo para atender a ocorrência.
Testemunhas
Testemunhas disseram que o carro andava em zigue-zague e já tinha derrubado alguns cones colocados na Avenida Paulista para sinalizar a instalação da ciclofaixa. Após atingir o ciclista, o motorista deixou o local sem prestar socorro.
Estudante
Na descrição da polícia, o motorista Alex Siwek estava dentro de um Honda Fit ao lado de um amigo quando o acidente ocorreu, por volta das 5h30. O braço direito do ciclista foi amputado por estilhaços de vidro do pára-brisa e permaneceu preso ao veículo. O motorista fugiu do local, deixou o amigo em casa e depois foi à Avenida Doutor Ricardo Jafet, de onde lançou o braço em um córrego. Depois, voltou à própria casa, guardou o carro na garagem e dirigiu-se a pé à unidade policial para se entregar.
O advogado de Siwek, Pablo Naves Testone, afirma que Siwek não tem antecedentes criminais e que reúne os requisitos para responder ao processo em liberdade. Disse ainda que a família do rapaz está muito assustada com a repercussão do caso e que já sofreu ameaças.
"Acharam o número da residência fixa, e ligaram falando bobagens, como a mãe e o pai educaram o menino, falando que iam matá-los". A ligação foi atendida pela mãe de Alex, que, segundo o advogado, está tomando rémedios por conta dos últimos acontecimentos. "Todos estão comovidos, sabem que foi aterrorizante, e que o menino será julgado pelo que fez, mas algumas pessoas estão exagerando."

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Assis alega dívida, pega camisas de graça e causa rebuliço na loja do Fla

Agente provoca constrangimento na sede e chama vice de finanças para resolver problema: 'Não pagam meu irmão, então não vou pagar também'

ASSIS NO GALEÃO (Foto: Fabricio Costa / Globoesporte.com)Relação entre Assis e a diretoria do Flamengo
está desgastada (Foto: Globoesporte.com)


No fim da tarde e começo da noite desta terça-feira, Assis, irmão e empresário de  Ronaldinho Gaúcho, deixou mais uma vez evidente a conturbada relação com o clube, que acumula uma dívida milionária com o jogador. Por volta de 17h, ele chegou à loja Fla Concept, da fornecedora de material esportivo do clube, na sede do Flamengo, na Gávea. Ao caminhar pelo enorme salão, logo foi reconhecido no local. Pegou camisas oficiais, bonés, roupas de bebê, entre outras peças, num total de quase 40 itens. Apesar de assustados com a quantidade de material, os vendedores já vislumbravam a comissão com o alto valor da venda. Foi quando, para espanto de todos que testemunharam a cena, Assis colocou as peças no balcão e disse, por mais de uma vez, em alto e bom som:
- O Flamengo não paga meu irmão, então não vou pagar também – disse Assis, enquanto pedia sacolas para guardar o material.
Boquiabertos, os funcionários não sabiam como agir e logo perceberam que não se tratava de uma pegadinha do empresário.
- Explicamos para o Assis que não poderíamos autorizar de jeito nenhum. Foi quando ele ligou para o Michel Levy (vice de finanças) – revelou um dos vendedores, que pediu para não ser identificado.
Esse assunto está encerrado, é irrelevante. Não vou me pronunciar sobre isso"
Michel Levy
Começava, então, uma rodada de negociações para resolver o inusitado problema. Assis ligou para Levy e, nervoso, disse que levaria as peças.
O vice de finanças, que teve conhecimento da justificativa - “o Flamengo não paga meu irmão, então não vou pagar também” -, precisou entrar em contato com um representante da Olympikus para tentar solucionar o impasse.
Procurado nesta quarta-feira, o vice-presidente de finanças do Flamengo preferiu não se alongar sobre o episódio.
- Esse assunto está encerrado, é irrelevante. Não vou me pronunciar sobre isso - disse Michel Levy através da assessoria de imprensa do clube.
loja Flamengo grades (Foto: Marcelo de Jesus / Globoesporte.com)Funcionários da loja ficaram boquiabertos com o
desentendimento (Foto: Globoesporte.com)


Muitos itens da lista do irmão de Ronaldinho, porém, são terceirizados e não da fornecedora. Com isso, o gasto teria que ser quitado pela própria Olympikus, o que foi devidamente vetado pelo alto escalão da empresa.
Durante cerca de 1h30m, Assis esperou na loja por uma solução, já que ouvira de Levy a promessa de que ele deixaria sua sala para ir ao encontro do empresário, que estava no mesmo prédio, apenas alguns andares abaixo. Assis, então, perdeu a paciência, subiu de elevador e, pouco depois, retornou à Fla Concept já na companhia de Levy, que acabou por ceder à pressão.
Assis conseguiu, em parte, cumprir sua missão. Na presença de Levy, vendedores da loja receberam autorização para liberar 25 camisas oficiais, cota que seria destinada ao dirigente, que repassou para o empresário.
Satisfeito, o irmão e empresário de Ronaldinho decidiu, então, desembolsar um dinheirinho e comprar duas toalhas com a imagem do camisa 10. Talvez para tentar amenizar o constrangimento de todos. Cada uma custou R$ 49,90, num total de R$ 99,80. Como se trata de um produto licenciado, futuramente uma quantia voltará para a conta de Assis.
- Ele comprou, mas reclamou na hora de pagar – disse uma pessoa que presenciou a cena.
Ronaldinho Gaúcho no coletivo do Flamengo  (Foto: Richard Souza / Globoesporte.com)Um dia após a discussão, R10 treinou normalmente nesta quarta (Foto: Richard Souza / Globoesporte.com)
A notícia logo movimentou os bastidores da Gávea na noite de terça-feira. Um conselheiro que participava da votação do patrocínio para o ombro da camisa no salão nobre do clube ironizou e fez trocadilho com a falta de acerto com o Porcão:
- O Flamengo é a farra do boi. Seria melhor fechar logo com uma churrascaria.
Assis cobra cerca de R$ 5 milhões de atrasados em relação a salários de Ronaldinho Gaúcho. O clube alega que a dívida é de R$ 2,25 milhões. Ambas as partes insistem em dizer que está tudo bem, que o caso será solucionado amigavelmente, mas o futuro do jogador continua incerto.
Agente provoca constrangimento na sede e chama vice de finanças para resolver problema: 'Não pagam meu irmão, então não vou pagar também'